Sunday, February 26, 2006

Onde está o meu guia?

Olhei para o lado...e lá estavas tu! Há quanto tempo estavas aí sem eu me ter apercebido? E tão silencioso, discreto, à espera de mim...Dizia eu que nos deram esta vida e que se esqueceram de nos dar um mapa para não nos perdermos, que sorte a dos que tinham um guia. Respondeste que às vezes temos um guia diante de nós e não nos apercebemos. Percebemos que tinhamos muito para dar um ao outro e todo o tempo do mundo para o irmos fazendo, à medida que nos iamos conhecendo. Apaixonei-me por ti naquele instante. Deslizaste para debaixo da minha pele.
Mas hoje não tenho guia. Não sei para onde foste, mas não te sinto aqui comigo, a minha pele arrefeceu. Sinto-te longe. Os momentos em que me sentia sozinha não se comparam aos de agora. Parece que um furacão entrou na minha vida tão depressa como saiu, deixando um rasto de caos para trás.

Thursday, February 16, 2006

Afinal...

Penso que nunca escrevi nada durante um momento bom da minha vida. Mas chegou a altura. Altura de quebrar tradições e muitos outros maus hábitos. Tenho vontade de ser melhor. Sinto-me feliz, muito. Não sei por quanto tempo e não consigo deixar de pensar que esta minha tendência me faz mal. Pensar no fim de uma coisa boa mal ela começa. Foi sempre assim a minha vida. Os momentos bons eram intervalos para os de todos os dias. Este momento está a ser mais que bom e não quero deixar fugir. Gostava de o colocar numa gaiola, alimentá-lo todos os dias e não abrir a porta para ele não fugir. mas tudo o que é preso acaba por morrer. E eu gostava que isto durasse. Não quero ver fim à vista. Mas o meu pessimismo leva-me sempre a pensar o pior cenário e condicino as minhas atitudes e reacções. Tenho só de viver. Um passo diante do outro. Pé ante pé. Sem pressas. Saborear bem as coisas antes as deitar ao vento. Porque as palavras que tenho ouvido e as sensações que chegam à minha pele dizem-me para não tentar tomar o leme deste barco, porque ele sabe para onde vai.

Sunday, February 05, 2006

Isto é tudo?

Quando era pequena divertia-me em calcular que idade teria no ano 2000 (era aquele número mágico) e imaginava como seria ter 22 anos. Hoje, mais de cinco anos mais tarde penso que desiludi aquela menina. Será que a vida é só isto? É isto mesmo? Será que alguém se enganou... os sonhos dão lugar a rotinas sucessivas: acordar, comer, trabalhar, comer, ir ao ginásio, trabalhar, sair com os amigos, dormir... é mesmo isto, ninguém se enganou nos planos do universo. Vivemos na esperança que algo de novo entre na nossa vida, nos tire da monotonia e nos faça sentir felizes e mais vivos por breves momentos. Mas cada dia que passa sinto que não chega, parece que me sinto meia viva, a desperdiçar tudo o que poderia ser. Penso em encontrar uma saída desta linha recta de sucessão de eventos, mas ainda nada se apresentou ao meu espírito.