



Há quanto tempo não venho aqui...a este quartinho que é uma divisão do que é a minha vida. Não reconheço a pessoa que escreveu esta ventania de palavras, mas era alguem no centro de uma tempestade muito grande... Por isso aqui encerro este passado, deixando-o onde ele pertence. Quem por aqui passar não conhecerá a mulher que sou hoje. Caminho agora a dois. E por aqui me fico. Adeus
Estive a ler o meu blog...de seguida. Que grande confusão que tem sido a minha vida. Por outro lado, em termos de relações vejo-a agora muito superficial, com grandes paixões, que me enchiam os dias, mas que me deixaram vazia depois. Cada vez mais vazia... Senti tudo o que escrevi, mas sem me aperceber do que verdadeiramente estava a acontecer. Como me disse uma boa amiga hoje, tudo se resumia sempre a nada, porque bastavam algumas semanas para eu querer pôr as pessoas pra trás das costas. Foram pessoas que apenas passaram ao de leve por mim, não lhes abri a porta. Fartei-me! Há já uns meses, mas só agora me apercebo realmente disso, talvez por uma nova pessoa ter passado a fazer parte dos meus dias. Sempre precipitei tudo, sem saber verdadeiramente o que tinha entre mãos. Agora entendo...
Estou a sofrer por antecipação, mas com a certeza que o meu instinto não me está a enganar. Mal li as palavras «temos de falar», instantaneamente o meu mundo girou mais depressa, para parar de repente. Estremeci e pensei «não, desta vez não». A música deixou de tocar e fez frio lá fora. Talvez seria apenas dentro de mim. Comecei a perder bocadinhos de mim e sei que já não os encontrarei mais. À medida que o relógio avança o meu medo não pára de marcar um compasso semelhante aos trovões numa noite de trovoada. Não quero ouvir o que tens pra me dizer, sei que irá apagar a esperança que se tinha acendido em mim de puder fazer alguém feliz. Cada palavra tua irá empurrar-me aos poucos pra o outro lado do mar.