Saturday, March 22, 2008




"- Era como se ele me cortasse as pernas e depois me mandasse correr!...


- Mas isto era só porque ele sabia que tu podes voar. "




Cacica 2005




Deve ter sido isso que aconteceu. E assim foi...aqui me encontro a voar. Só volto a poisar quando o lugar for seguro




A vida é transformação. "Transformar o mau em bom/ Os obstáculos em oportunidades/ As discussões em ocasiões de iluminação/ A solidão em saber-se ser a sua própria companhia/ As regras impostas em regras úteis/ O inevitável em fonte de crescimento/ E tantas mais ocasiões de transformar..." (Isabel A. Empis). No fundo trata-se de poder transformar a perda em ganho. Percebermos que o que agora parece fazer-nos mal, irá ser responsável por alegrias maiores o futuro. Com este espírito consegue-se ultrapassar qualquer obstáculo, por mais difícil e doloroso que seja. As peças do puzzle encaixam-se à medida que os dias passam até tudo passar a ser claro para nós.


Não pudemos temer a mudança, pois é ela que nos permite crescer e estruturar-nos, conhecermo-nos cada vez melhor, apercebermo-nos das nossas capacidades, que são sempre muito superiores ao que pensavamos à partida. Acreditar em nós. E vivermos a partir do sol que nos entra pela janela do quarto de manhã. O que precisamos está em nós, depende de nós e parte de nós. Se conseguirmos viver apenas com a nossa companhia conseguiremos viver com qualquer pessoa. Nós não temos limites, mas temos de os impor aos outros, para o nosso mundo não ser invadido por visitas indesejadas. Não quero com isto dizer que não precisamos de ninguém, que podemos viver isolados. Não. Mas só depois de nos amarmos e respeitarmos é que podemos partir para o resto.




Estou de volta...

Saturday, July 28, 2007

É o fim....

Há quanto tempo não venho aqui...a este quartinho que é uma divisão do que é a minha vida. Não reconheço a pessoa que escreveu esta ventania de palavras, mas era alguem no centro de uma tempestade muito grande... Por isso aqui encerro este passado, deixando-o onde ele pertence. Quem por aqui passar não conhecerá a mulher que sou hoje. Caminho agora a dois. E por aqui me fico. Adeus

Thursday, October 19, 2006


Não vou escrever sobre ti.
És diferente,trouxeste um sentimento e desejos novos aos meus dias, por isso não te posso pôr em letras, para os outros lerem sobre ti. Sinto que te estaria a expôr e eu quero guardar-te cá dentro, num cantinho à parte, sem ninguém saber como tu és. Vais ser um segredo. Meu. Não vais fazer parte dos textos em que retrato perdas, desilusões, tristeza... Serás uma curta-metragem da minha memória, escondida de um público mais vasto, para me fazeres companhia apenas a mim. Quando fôr para o outro lado do mar irás comigo, agarrado à minha pele. Espero que não te importes de perder um bocadinho de ti, mas preciso de levá-lo comigo.

Tuesday, October 17, 2006

A Loucura Máxima: a minha "Rosinha"

Mudança?

Estive a ler o meu blog...de seguida. Que grande confusão que tem sido a minha vida. Por outro lado, em termos de relações vejo-a agora muito superficial, com grandes paixões, que me enchiam os dias, mas que me deixaram vazia depois. Cada vez mais vazia... Senti tudo o que escrevi, mas sem me aperceber do que verdadeiramente estava a acontecer. Como me disse uma boa amiga hoje, tudo se resumia sempre a nada, porque bastavam algumas semanas para eu querer pôr as pessoas pra trás das costas. Foram pessoas que apenas passaram ao de leve por mim, não lhes abri a porta. Fartei-me! Há já uns meses, mas só agora me apercebo realmente disso, talvez por uma nova pessoa ter passado a fazer parte dos meus dias. Sempre precipitei tudo, sem saber verdadeiramente o que tinha entre mãos. Agora entendo...
É importante ter-te na minha vida: os meus dias são melhores e acima de tudo tenho vontade de ser diferente. Não preciso de tentar classificar, adjectivar o que somos (seria certamente má ideia), gosto apenas de o viver e saborear, cada dia. Cada dia em que me dás os bons dias e me desejas bons sonhos. Em que sinto que alguém se preocupa comigo (é novo pra mim) e em que tenho vontade de deitar a cabeça no teu colo quando a vida simplesmente não corre como queriamos. Não vale a pena pensar que poderiamos ter mais pra dar um ao outro. Se as coisas tivesses ocorrido de outra forma, menos controlada, será que já te teria posto também para trás de mim? Não o sei dizer. Mas cada dia que passa te sinto mais que no anterior, gosto mais de estar contigo e de ouvir o que tens pra contar. Não te vou adjectivar (embora tinoni não tenha sido mau de todo!), apenas te digo que tens mais valor do que o que atribuis a ti próprio. Se os nossos caminhos não se cruzarem mais adiante, continuarei a acompanhar o teu e a desejar pra que te leve a bom porto.

Thursday, July 27, 2006

Lua Nova

Hoje ao correr ao longo do rio, a lua chamou-me, estava em crescente. Lembrei-me da noite que passei contigo, em minguante. Os dias de novo fôlego que vivi foram uma lua nova, nova na minha vida, que naturalmente evoluiram para a fase seguinte. Tudo de bom me acontece na lua nova, mas a realidade e a luminosidade das noites seguintes rapidamente me trazem à realidade e nunca chego à lua cheia.

Tuesday, July 25, 2006

O Momento Perfeito

Perfeito
do Lat. perfectu, adj., acabado; completo; total; que não tem defeito físico ou moral, falha ou erro; que tem tudo o que lhe pertence ter; magistral; primoroso; modelar; exemplar; belo; que tem todas as características adequadas a determinada finalidade ou função.
Tens razão. Foi um momento perfeito e não quase perfeito como eu tinha dito. Foi perfeito porque foi único, porque ficará imortalizado naquela noite de lua em quarto minguante que quase se banhava no rio à medida que passávamos. Pensei que queria esquecer, pois cada lembrança iria ser dolorosa, mas quero trazer sempre comigo cada toque, cada olhar, cada palavra, cada cheiro. Tenho na memória a forma como te abracei quando entraste em minha casa e como as nossas mãos passearam imediatamente no corpo um do outro, num crescente de carinho e desejo. Fui tua e tu foste meu naquela noite, num ninho que transpirava amor. Senti-me amada e amei-te. Muito. Tanto. Fui ao céu e por lá fiquei. Foi realmente perfeito. Não esqueço o teu olhar, a forma preocupada como me tocaste e me deste tanto prazer. Não existiam dois corpos, mas um só ser. Era mais que bom puder voltar atrás, mas as portas abriram-se só uma vez. Por isso é perfeito. Tudo o mais iria conspurcá-lo. Sei-o, apesar de continuar a desejar o teu carinho e a tua atenção....o teu amor. Para mim mudou a minha vida. Fez-me acreditar que é possível dar e receber amor daquela maneira, sem esperar nada em troca, sem esperar sequer o dia de amanha, porque só existe o hoje, é esse que importa. Mas a minha vida segue agora. Igual. As pessoas continuam a tocar-me à superfície, não consigo abrir a porta. Se irás tornar esta concha mais fechada ou menos rígida não o sei dizer. Está tudo muito presente ainda: o teu cheiro, a lembrança do teu olhar e do teu toque. Continuo a sentir amor por ti. Mas lentamente vou-o empurrando para o momento que foi aquela noite. É aí que pertence. Será muito difícil estar contigo de novo, não te poder sentir da mesma forma. Mas ficarás comigo ainda durante muito tempo, a tua pele deslizou para debaixo da minha e sob os meus dedos. E um dia a lembrança do teu olhar naquela noite não tornará o meu coração tão apertadinho.

Monday, July 24, 2006

Estou a sofrer por antecipação, mas com a certeza que o meu instinto não me está a enganar. Mal li as palavras «temos de falar», instantaneamente o meu mundo girou mais depressa, para parar de repente. Estremeci e pensei «não, desta vez não». A música deixou de tocar e fez frio lá fora. Talvez seria apenas dentro de mim. Comecei a perder bocadinhos de mim e sei que já não os encontrarei mais. À medida que o relógio avança o meu medo não pára de marcar um compasso semelhante aos trovões numa noite de trovoada. Não quero ouvir o que tens pra me dizer, sei que irá apagar a esperança que se tinha acendido em mim de puder fazer alguém feliz. Cada palavra tua irá empurrar-me aos poucos pra o outro lado do mar.